A pesquisa é conduzida por Marina Chahine Gallo, cenógrafa.
Ela trabalhou ao lado de Roberto Gallo por oito anos, de 2015 a 2023, como diretora executiva do Gallo & Studio, na coordenação e na execução de projetos de grande porte para aquários, zoológicos e espaços expositivos — entre eles o Bioparque Pantanal, o AquaRio e o Oceanic Aquarium.
Aprendeu com ele a técnica de cenografia de cimento modelada à mão, sem molde, e a executa profissionalmente. É uma das pouquíssimas profissionais do Brasil a realizar rocha artificial em escala arquitetônica, e a única mulher.
Essa formação é o que sustenta a pesquisa. Os painéis de Caraguatatuba foram executados por escavação direta no cimento fresco — uma técnica que só se aprende ao lado de quem a pratica. Reconhecer o que está na superfície dessas obras, e o que foi acrescentado depois, exige conhecer o procedimento por dentro.
Desde 2025 dedica-se à organização do acervo do artista, catalogando centenas de fotografias, projetos, croquis e documentos técnicos inéditos, e à documentação das obras públicas que ele deixou em Caraguatatuba.